:: Papo MACACO #05 ::

Desenhado por Jason Seller
A cascata tecnológica vai um dia permitir o inimaginável. O direito, o patrimônio da arte está sendo descascado. Transição do que era original imaculado e orgânico para a reciclagem e questionamento da arte. A resposta do porquê o homem criou a arte contém três letras e, g e o. Toda forma de arte é feita para exteriorizar, cultivar e explorar o eu. Aglomerados egocêntricos escolhem suas representações, cada movimento artístico, tendência, surge para diferenciar um resumo de gostos e similaridades. Tudo é a mesma coisa, só a ilusão que não. Arte como devaneio depois da descoberta. Arte sem O divino apenas como sensação. O último movimento intelectual será matar as emoções e junto com ela a arte e O divino. A arte é usada como remédio para o homem. Separe o eu do ego para notar que o ‘fazer arte’ alimenta o ego que realimenta o eu. Tão somente dessa forma o homem atual consegue suportar sua existência. Retire as emoções do homem e a arte morre, porém surge o ‘super-homem’*.

* O Super-Homem de Nietzsche

Papo Macaco#01
Papo Macaco#02
Papo Macaco#03
Papo Macaco#04


:: Boca fechada não entra mosquito ::



No final o facebook ou qualquer outra rede social é apenas um palco para motivos egocêntricos. Nada de mal em exercitar o ego, mas ao se perguntar por qual motivo se usa a rede social e um silêncio surgir... Ache um. Todas aquelas balelas psicológicas sobre o botão curtir, caso não saiba já foram discutidas fora e dentro do facebook, mas como todos os assuntos no face são tão superficiais quanto as notícias do Vídeo Show, o assunto passou desapercebido. Já viu algum protesto do facebook dar algum tipo de resultado? Dado o direto de “achar”, muitos acham que postando fotos ou comentários contra o aumento do preço da passagem de ônibus ou barca algo irá mudar. Papo de doidão pra quem não sabe é aquela conversa de bêbado onde promessas são feitas e realizações alcançadas, porém tudo se vai com o sono (desmaio) e pela urina de manhã. Facebook é papo de doidão virtual, o esquecimento vem com o contínuo postar e nem linha do tempo segura.

Dizer que você está indignado, feliz, de luto ou apaixonado só é válido pra quem quer essa informação. Das mais variadas informações as relevantes são se você mora sozinha(o), em casa ou apartamento, qual é vossa condição financeira e se você está ou não em casa. Brincadeiras reais/catalíticas a parte, se tu não és um atiçador cultural, artista, aquela gostosa do bairro ou está vendendo algo em promoção, saiba ao menos que para uma pessoa você não fede nem cheira.

Se postas o que tu gostas apenas como demonstração do seu ser é totalmente compreensível e válido, assim fica fácil outras pessoas detestarem ou curtirem vossa persona. Agora se ficas no desespero postando pra ver o globinho azul ficar vermelho e cheio de numerozinhos, é melhor sair de tanguinha pela rua. 

Aos que defendem religiosamente o facebook se este texto tivesse um botão caguei, não consigo nem imaginar,  a quantidade estaria quase igual às besteiras que aparecem no facebook. Este texto e o facebook são lugares de piadas e sátiras. Porém, no face a opinião já está lá basta clicar em compartilhar caso esteja sem. Neste FaceZine ao menos você leu o texto, cagou ou curtiu, e ainda assim está processando (com chances de um dia concluir algo). No face a convergência de opiniões atinge primeiramente aos que não as têm, em seguida aos que fazem uso da rede social apenas para distração e se deixam levar. Nada melhor do que se deixar levar por risos e distração, se é que você me entende, entende? 

Talvez já tenha até compartilhado foto de pessoas desaparecidas ou procuradas por alguma atrocidade com gatos (especificamente). Agora, você já viu alguma foto ou texto compartilhado dizendo que a pessoa procurada foi achada? Chega de falar mal das redes sociais, pois faço uso delas e não quero ser deletado da novela das nove.

Está sem opinião!? Compartilhe essa!!

:: Quinteto Violado - ... até a Amazônia?! (1978) ::


... ATÉ A AMAZÔNIA?!

Este é um trabalho que reflete cada dia dos quase se anos, desde o nosso primeiro momento. É um trabalho que foi se formando através do tempo, dos aviões, das estradas, do conhecimento das pessoas, do ver e sentir o povo, dos shows no meio da rua, em cima de caminhões, nos campos de futebol, etc... É uma visão geral. Poderia chamar-se O Artista e o Mundo ou O artista no Mundo, pois ele reflete uma visão nossa e de tudo acontecido em nossa volta. A nossa sugestão é dar as mãos. Pois aprendemos no trabalho que o problema maior do artista é não dançar na mesma roda.

Aqui estamos de mãos dadas:
Fernando; violeiro, sanfoneiro, forrozeiro, peladeiro, caminhante. Numa ida a São Luís do Maranhão descobriu Zé Chagas e aqui mostra pra vocês.

Marcelo; sempre na busca de uma organização mais-que-perfeita. O artista conscientizando-se de uma profissionalização maior. O artista com os pés no chão.

Zé da Flauta; pifeiro nato, único ofício. Definitivamente músico.

Luciano; contribuinte forte para a formação de uma escola de bateristas e percussionistas brasileiros.

Toinho; viveu o advento da Indústria no Nordeste. Nela buscou solução profissional. Foram necessários 10 anos para a opção definitiva: Músico. Fez direção musical desse trabalho.

João de Jesus; em Belém do Pará poeta de fato professor de direito. Sua aparição neste trabalho significará uma definição melhor do poeta.

José Chagas. Vejamos as palavras do poeta: “Entrei em contato com o mundo em Santana dos Garrotes, no sertão da Paraíba, filho de pais ocupados nos trabalhos do campo, lutando contra flagelos da natureza e da política dos homens. Daí minhas raízes com a terra, minha comunhão com as vozes que exprimem a angústia do Nordeste, e o sempre confronto de minha poesia com a fala do povo.”

Armando Pitigliani; o nosso produtor. Uma mão forte sentida durante o período de gravação preocupado com os mínimos detalhes.

Watson; datilógrafo (diplomado), decorador, confecciona faixas de rua e placas para barbearias e casa de comércio; - Pinta o 7. Criou o visual deste trabalho com muito carinho.

Vital Santos; um dos continuadores de Hermilo Barba Filho, no Teatro popular do Nordeste. Autor e Diretor voltado para as tradições de Nossa cultura. Deu ao show as cores mágicas da fantasia nordestina.

Ângelo (anjinho); filho da terra do coroné Chico Heráclito (Limoeiro-PE), para os menos avisados. É o “faz tudo” do grupo, a infra-estrutura necessária ao seguimento do trabalho.

Benedito; o nosso revisor administrativo, perfeccionista dedicado e amigo.

Luiz Cláudio e Ary; ajudados pro Aníbal e Julinho. Tripulação técnica e cuidadosa que apurou o SOM nesta nossa viagem.

Mario e Bonfim; completam a nossa roda, paus pra toda obra sempre prontos a atender o chamado.

Resta-nos dizer apenas: “ouça o disco e venha juntar-se a nós. A roda tem que crescer, uma mesma música será dançada dos confins do mundo ...até a Amazônia?!

Texto retirado da contracapa do disco.

Ficha Técnica
Gravado nos estúdios: Phonogram, Barra da Tijuca – RJ.
Direção da Produção: Armando Pittigliani.
Coordenação Artística: Roberto Santana.
Direção Musical: Toninho Alves.
Arranjos: Quinteto Violado.
Vocal: Marcelo, Fernando, Toinho.
Sanfona & Violas: Fernando Filizola.
Violão: Marcelo Melo.
Baixo: Toinho Alves.
Percussão: Luciano Pimentel.
Técnicos de Gravação: Luiz Claudio & Ary Carvalhaes.
Assistentes: Anibal, Julinho e Vitor.
Corte : Ivan Lisnik.
Capa: Watson.
Foto Contracapa: Aramando Pittigliani.