:: A História do MASHUP ::


O gênero Mashup e a comunidade de fãs e produtores estão na vanguarda da música pop, tecnologia e direitos autorais. Avanços tecnológicos em hardware e software para edição de mídias digitais permitiram a criação do Mashup contemporâneo. Os avanços tecnológicos na Internet e na comunicação têm criado um novo espaço no qual a comunidade Mashup cresce. Produtores de Mashups, habilitados pela tecnologia estão remixando a música pop'ular e a cultura pop'ular. Ao fazê-lo eles desafiam a ideia de um trabalho concluído. Nenhuma gravação é um produto acabado, é a fonte de material com o qual cria-se algo novo. Usar o trabalho de outros como fonte de material colocou a comunidade do Mashup em desacordo com a lei do direito autoral vigente mantendo o gênero fora do mainstream. A “legalidade marginal” obrigou a comunidade do Mashup a ser autossuficiente na produção, distribuição e promoção de suas músicas. Os produtores de Mashups estão na vanguarda de um movimento maior em que os consumidores se tornam produtores que remodelam e remixam a cultura ao seu redor.
:: MASHUP :: Lincoln e Boba Fett. Artista desconhecido ::
Pela evolução da história da música pop é mais fácil traçar a história do Mashup. Há um consenso dentro da comunidade Mashup e na literatura acadêmica que Mashup é uma continuidade do remix. Remix é um termo genérico que engloba todos os tipos de música que tem suas gravações originais alteradas para criar novas versões. Samplear é uma das várias técnicas usadas na remixagem e o Mashup é uma das muitas formas e gêneros de remixes.

O remix tem a gravação original como fonte de material, não como produto acabado. Remixagem estende-se além da gravação finalizada seja áudio, vídeo, fotos, essencialmente qualquer mídia pode ser remixada, especialmente se digital. Há um forte consenso na comunidade científica de que a remixagem tem suas raízes na Jamaica (Brewster e Broughton 1999, Levay 2005; Stolzoff 2000). No início dos anos 1950, DJs(disc jockeys) jamaicanos foram construindo playlist com base no tempo da música, ritmo, artista, tema... Este estilo de performance foi posteriormente refinada por DJs de Disco e reinventado pelos DJs de hip-hop.

O termo Mashup é recente. De acordo com o dicionário de inglês Oxford "mashup", ou "mash-up", foi usado pela primeira vez para descrever a música criada pela mistura de duas ou mais músicas gravadas em 2000 (Dicionário de Inglês Oxford Online 2009). Os fatores delimitantes da contemporaneidade do Mashup são o uso quase exclusivo de samples (amostra de áudio) de fontes já gravadas, consiste de fontes predominantemente musicais, é concebido como uma nova canção e inserido e reconhecido em algum estilo musical e feito com programas de edição de áudio e maquinário digital. Usando os argumentos acima como critério, o gênero Mashup contemporânea surgiu na Inglaterra em 2000-2001. Na época Mashups eram conhecidos principalmente como Bootlegs ou Pop Bastard. O termo Pop Bastard, uma referência ao Mashup ser o filho ilegítimo de duas canções Pops, não é mais utilizado. O termo Bootleg, contrabandista, ainda é usado dentro da comunidade e pelos meios de comunicação, especialmente na Inglaterra. A palavra "Mashup" (ou "mash-up") ganhou popularidade quando o se espalhou nos Estados Unidos durante 2002-2003. Nos EUA, o termo "Bootleg" já estava firmemente associado com cópias ilegais de música e filmes, bem como gravações não autorizadas de concertos ao vivo ou sessões de estúdio, e assim "Mashup" foi favorecido por sua especificidade.

Mashup é um tipo específico de remix que se distingue por várias qualidades. Raramente um criador de Mashup adiciona qualquer material novo. Em vez disso usa-se somente material sampleado. Devido a esta dependência do sample, a maior parte do impacto pretendido de um Mashup depende da capacidade do ouvinte em reconhecer os samples utilizados. Isso está em contraste com a música baseada em sample, onde os samples são disfarçados não tendo nenhuma intenção de serem reconhecidos. Além disso, o comprimento dos samples usados em um Mashup tendem a ser muito mais longos do que é usado em muitos outros tipos de músicas baseadas em samples. Ao invés de desconstruir o sample em uma fração de segundo de material sonoro, um produtor de Mashup utiliza normalmente longos samples, até mesmo toda a canção.

Mashups começou a ganhar a atenção fora da Inglaterra devido à Internet. O mashapeiro Freelance Hellraiser em 2001 criou o Mashup "A Stroke of Genie-us", combinando "Genie in a Bottle" de Christina Aguilera com a música "Hard to Explain" do The Stroke. Foi o primeiro Mashup a ganhar a atenção da imprensa fora da Inglaterra. A imensa popularidade de "Stroke of Genie-us" foi facilitada pelo site Boomselection e a grande audiência internacional que pode acessar o Mashup através da Internet. Depois de 2001 o cenário continuou a crescer na Internet, bem como em casas noturnas. Em San Francisco, em agosto de 2003, o DJ Adrian e The Mysterious D começaram a Bootie, a primeira festa de Mashup nos Estados Unidos (o nome foi uma homenagem às raízes britânicas de Mashups/Bootlegs). A popularidade de Bootie continua até hoje. Existem noites regulares da festa Bootie em San Francisco, Los Angeles, Portland, Seattle, Nova York, Boston, Paris, Munique, Berlim, Brisbane, Rio de Janeiro bem como uma noite regular no Second Life, e anualmente no festival Burning Man.
 
:: The Chemical Brothers - Chemical Beats + Pulp Fiction + Jim Morrison [Victor Hugo Mafra MASHUP] (2000)  ::

Com o estabelecimento da cena Mashup na Inglaterra em novembro de 2001, o blog Boomselection.info foi criado. Boomselection foi o primeiro blog focado em Mashups, de acordo com muitos na comunidade Mashup, o primeiro blog de MP3 de qualquer tipo na Internet. No Boomselection links de download diretos para Mashups eram publicados. Os Mashups só podiam ser encontrados em redes ponto a ponto de compartilhamento de arquivos como o Napster, mas não havia local central para fazer download de Mashups disponíveis como site Soundcloud. Pouco depois de Boomselection.info foi criado outro lugar para encontrar e baixar Mashups, o mashapeiro Grant McSleazy criou o fórum on-line Get Your Bootleg On (GYBO). GYBO encerrou suas atividades em 2012.

Mashup atingiu novos patamares de popularidade na imprensa em 2004 com o lançamento do disco The Grey Album do DJ Danger Mouse. Danger Mouse combinou o White Album dos Beatles com o Black Album de Jay-Z. O álbum foi aclamado pela crítica, mas grande parte da atenção que o álbum recebeu foi devido à controvérsia em torno do direito autoral. Danger Mouse não pode licenciar qualquer sample que ele usou (ele vendeu pequeno número de CDs e em seguida lançou o álbum de graça na Internet), e vários sites que hospedavam o álbum para download foram forçados a não mais fazer. Em resposta, inúmeros sites participaram do protesto Terça-feira Cinzenta em 24 de fevereiro de 2004. Os sites envolvidos coletivamente desobedeceram e disponibilizaram o The Grey Album para download ilegal por um período de 24 hora. O protesto on-line foi amplamente coberto pela imprensa. O The Grey Album é uma parte importante da história do Mashup porque expôs o Mashup para milhares de pessoas e serviu para destacar questões importantes sobre a relação da comunidade Mashup com o direito de autoral.

A popularidade do gênero continuou a crescer e em outubro de 2009 a Activision lançou o jogo DJ Hero, um jogo de vídeo game em que o jogador cria Mashups. O jogo segue o mesmo conceito que a popular franquia do Guitar Hero para bandas de Rock, mas ao invés de um joystick em forma de guitarra o jogador controla o jogo através de joystick em forma de vitrola e mesa misturadora. Os samples das músicas para o jogo são de canções de grande artistas do mainstream.Além de um jogo de vídeo de grande orçamento, o gênero tem agora uma estrela no mainstream, Girl Talk. Apesar de usar centenas de samples não declarados, Girl Talk lança seus Mashups através da gravadora Illegal Art. Ele se tornou um artista de sucesso em turnê integral e é celebridade nos Estados Unidos. Girl Talk é regularmente destaque na imprensa e foi o foco de documentário Boa Copia o Má Copia (2007) e RIP: A Remix Manifesto (2009).
Este artigo foi escrito em 2010 por Liam McGranahae. Mashupisticamente traduzido e mutilado para este blog e Fanzine Tralha Malocada.

Mashup Cartola - Minha + Tropkillaz - Hotdamn! [Victor Hugo Mafra MASHUP].




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McGranahae, Liam. Bastards and Booties: Production, Copyright, and the Mashup Community. Acessado 11 de Abril de 2013. http://www.sibetrans.com/trans/a13/bastards-and-booties-production-copyright-and-the-mashup-community


:: MAsHuP eu, maSh Tu ::

Ao viés e revés com papo de Mashup, eis a conclusão.

Mas antes passarei a língua na epopéia para esclarecimento do conflito e gozo da conclusão. Com toda essa antropofagia cultural acontecendo, de Bansky a Girl Talk e de Maria a José, todo um ano de textos sobre Mashup foram publicados no Tralha Malocada Fanzine, sessões do CineClube Taberna sobre o assunto, e até um workshop chamado Mashup.ada realizado. Definir Mashup para década passada, a 00’s, é como definir Grunge para a década de noventa: uma singela ilusão. Reconhecer todos os fatores que tornaram o Mashup viável desde a tecnologia e material pra reciclagem ao destroçamento da inovação, mas não da criação.
Philippe Petremant

Natural consequência evolutiva da criação, do baião, do tropicalismo, do manguebeat ao manifesto antropofágico da década de vinte, o Mashup (mescla, mistura, re-antropofagia) é inevitável. O que permite a atual exteriorização exacerbada do eu, ser criativo, acontece pela fácil capacidade de criação. Ferramentas para fazer Mashup não faltam e está cada vez mais fácil e rápido manipulá-las. Material pra Mashupear não falta, pois a cultura já oxidou bastante; perdão pelo ‘oxidou’, é ocidentalizou e o individuo transborda de tanto ‘eu’.

Mashup como uma técnica de RE(ao quadrado)BULIÇO nas artes plásticas atiçada pelo digitalismo. A perda de aglomerados dos movimentos culturais pela capacidade de cada indivíduo fazer a sua cultura revestida da gordura do ego. Juntar o Chico que a mãe ouvia e Jobim do pai pra criar o seu Tom. Pendurada na parede do quarto a famosa foto do Che com a sutileza do charuto do Fidel entre o lábios, oh che! Misturas casam e descasam e até largam a mão do pós e preconceito. Os ‘Res’ do Gilberto Gil com Refazenda, Refavela e Realce quando misturados com outros artistas em um Mashup não estarão sendo Refeitos, e sim Readaptados ao léu do seu recriador. O Mashup.eiro é como um copo de liquidificador onde mistura a cultura, influências com doses de ego que no fim acaba sendo consumido pelo próprio, auto-antropofagia.

Desejo pontuar Mashup como movimento cultural do começo do século vinte um, porém Mashup é apenas uma técnica de mixagem, colagem, antropofagia, control C e control V. O embaraço cultural onde cada um é um filtro do RE-regurgitar.


Cativando Mashup desde 1999 sem ter a noção, já misturava as falas do filme Pulp Fiction com a música Chemical Beats do Pai The Chemical Brothers. Esse primeiro Mashup foi feito com um simples programa de edição de áudio onde aprendi a samplear (criar o sample arquivo digital de áudio).

Atualmente “reciclo” as músicas que meus pais escutaram, irmãs e meus amigos, quando não peço nomes de música a pessoas ao lêu. A lista de artistas brasileiros Mashupados que você pode baixar no soundcloud.com/victorhugomafra vai de Tom Zé, Chico Buarque, Criolo, João Donato, Davi Moares, Novos Baianos, Elomar, Alceu Valença, Nação Zumbi, Dj Dolores e Orquestra Armorial misturados com Beck, The Chemical Brothers, Daft Punk, Frank Sinatra, Massive Attack, Plastikman e outra penka de samples.

:: Os peitinho da música eletrônica ::

 Os franceses do Daft Punk começaram a tirar um som com um sequenciador MMT-8 da Alessi, um sintetizador Mini-Mooge e um sampler da Akai. Os ingleses do The Chemical Brothers criaram o estilo Big Beats sampleando batidas e arregaçando na MPC da Akai. A música eletrônica tem olho puxado, peitinhos pequenos e cabelo preto liso. Roland e Akai ambas do Japão, uma fabricante de sintetizadores e bateria eletrônica, e a outra do sampler e sua mais famosa série de sampler, a MPC (nos primórdios conhecida como MIDI Production Center e agora Music Production Controller).

A batida do funk carioca dos anos oitenta e noventa, a famosa batida do Jack Matador, foi criada por um americano utilizando a bateria Roland TR-808, mãe do Miami Bass. De Miami para o Rio de Janeiro a batida chegou através do sample (sample sem ‘r’ no final é o arquivo digital, e com ‘r’ no final é o aparelho onde são carregados os arquivos digitais). As famosas Montagens do Funk carioca, como a dos 13 Piratas, Mini Game entre outras foram criadas com o sample dessa batida e o samples criados pelos Djs brasileiros principalmente Adriano DJ.
Street art - Japanese girl de Stijn Hosdez

Os equipamentos eletrônicos como sintetizadores e baterias eletrônicas, cada uma com seu timbre característico, começaram a ser rasgadamente utilizados entre a troca do bastão dos anos setenta e oitenta. A House Music e Techno surgiram com a bateria eletrônica Roland TR-909. Lançada em 1984 com timbre que sobrevive até hoje e com sua rigorosa capacidade de produzir batidas principalmente no tempo 4/4. A Disco Music, os olhos e cabelos da morena na década de setenta foi mesclada com essa rigorosa batida 4/4 por um sujeito em Chicago que colocava vinis de Disco pra tocar e acompanhava com a TR-909 e seus tums-tums-tums-tums. Pra produzir House Music atualmente você precisa de um vocal afinado cantando um Soul ou Rythm’n Blues com um sorrateiro bate estaca e um bom agudo no contra tempo. Tirando os vocais, o bounce, o boogieoogie desse House, aumentando a velocidade da batida e adicionando a dureza de um sintetizador sem muita modulação harmônica, tipo conhaque Dreher, você tem o Techno. Usando um sequenciador/sintetizador, outra peça famosa, a TB-303 também da Roland, você tem o ACID (AcidHouse, Acid Techno). Por ser um sintetizador de Baixo, alternando alguns botões se cria um agradabilíssimo para um ser que está ACID.ificado.
303 by James Enox

Nomenclaturas à parte, fica fácil de reconhecer uma feijoada por saber que ela é feita de feijão, mas se nesse mundo existe alguém que não saiba o que é feijão, não vai reconhecer a feijoada. Chegando ao ponto aos goles de uma caipirinha; música eletrônica é baseada em aparelhos eletrônicos, cada um com sua característica, funcionalidade e principalmente timbres. Reconhecendo cada um deles você sabe se precisa de mais cachaça ou açúcar na sua caipirinha, sacaneando, você reconhece o estilo musicais e suas inúmeras nomenclaturas.

:: Só ela sabe ::

Só Ela Sabe #01 está no Tralha Malocada Fanzine #50




Só Ela Sabe #02 está no Tralha Malocada Fanzine #53

 


Só Ela Sabe #03 (O que dizer?) está no Tralha Malocada Fanzine #55


Só #impar nunca #par.

:: MASHUP Brasil ::

Mashup é o apelido dado ao ciclo copiar (ctrl+c) e colar (ctrl+v). Recomposição da composição aplicada em todas as formas de arte. Na música é a mistura de duas ou mais músicas pré-gravadas, geralmente sobrepondo a faixa vocal de uma música perfeitamente sincronizada sobre a faixa instrumental de outra. Na medida em que tais obras se transformam em algo diferente a partir de um conteúdo original eles podem encontrar proteção nos direitos autorais

Na matéria da página 6, «troque escutar por ouvir», ressalta que a primeira forma de se levar música dos outros para dentro de casa era o vinil. Depois da roda veio à carroça, tendo várias músicas em casa com duas vitrolas para tocá-las por que não uni-las sequencialmente sem pausa? O primeiro Dj brasileiro Seu Osvaldo começou tocando nos intervalos dos bailes dos anos sessenta e não queria que o silêncio dominasse os segundos quando fosse trocar a música ou vinil. Pegou duas vitrolas e fez uma mesa misturadora, naquela época Seu Osvaldo trabalhava na Philco e manjava de eletrônica. O mixer, dispositivo eletrônico que permite misturar o sinal de áudio de duas vitrolas, fez mais auê do que as orquestras que tocavam nos bailes. A roda naquela época era o vinil e hoje são os zeros e uns.

Mashup é a velha nova arte de se influenciar, na música criou-se uma nova forma de mixagem que ainda é dominada por aqueles que estudam e torram tempo em cima de programas de áudio e fundamentalmente de escutar música. Além de saber mexer nos variados programas e equipamentos é preciso conhecer e escutar muita música. Só assim é possível saber que a música Nordestinados da Orquestra Armorial casa perfeitamente com Coco Dub do Chico Science e Nação Zumbi. Você pode escutar este mashup no site soundcloud.com/victorhugomafra.








Escute os Mashup feitos por brasileiros e de músicas brasileira no grupo do SoundCloud:
http://soundcloud.com/groups/mashup-brasil

:: Papo MACACO #04 ::


Após ler Antropologia das Emoções de Claudia Barcellos Rezende e Maria Claudia Coelho da série livro de bolso da FGV tive vontade de expressar minhas condolências. O Livro possui quatro capítulos, e neste texto expresso um resumo de cada um. Faço questão de agregar conclusões tiradas em debates com colegas para o PAPO MACACO. Houve um espanto da minha parte de como as conclusões e certezas desenvolvidas nos debates antecipariam a bibliografia que estava por ler, ainda mais a afinidade nas conclusões contidas na mesma. Em todo final da sessão do PAPO MACACO fica:  “Se questionar é o caralho!! Viva a ignorância!”

Emoções: Biológicas ou culturais?
“A capacidade de sentir emoções resultaria do equipamento biológico e psicológico inerente à espécie humana e seria, portanto, universal.”
A cognição gerada pela comunicação nos primórdios do homo sapiens deu o start para criação de partições no cérebro humano. Foi necessário gerar uma eficaz demonstração de reações através do corpo. A tarefa de processar as informações e expressa-las gerou reconhecimento do sentir. Dos mais de cem mil anos da espécie homo sapiens as emoções primordiais trabalhavam a mercê do instinto. O medo como um dos principais sentimentos se situa na base primária do cérebro. A raiva teve uma grande evolução até o ponto de ser controlada. Usada em animais instintivos como lobo quando demonstra agressividade ao defender a prole, presa ou território. A humilhação potencializa a ira, a raiva. Um lobo, quando subjugado pelo líder da matilha, não se sente humilhado. Já um ser humano quando humilhado, tende prontamente obter de volta o seu conforto emocional até as ultimas conseqüências se essencial achar. As emoções são dispositivos evolutivos criados por uma espécie vigente no seu habitat que chegou ao patamar de ser controlado por tal.

Emoções: individuais ou sociais?
“... a emoção é entendida, no senso comum das sociedades modernas complexas ocidentais, como algo que diz respeito à singularidade psicológica do sujeito, o que a tornaria portanto refratária a condicionamentos de natureza sociocultural.”
Sobre a cultura ocidental pode-se dizer que as emoções passam a ser tomadas como um idioma que define e negocia as relações sociais. Porém não existe só o ocidente, um exemplo presente no livro; a antropóloga americana Laura Bohannan conta a história de Hamlet para uma tribo africana. Uma das pindimbas foi que os africanos não acreditaram na aparição do fantasma do pai a Hamlet: "O que é um 'fantasma'? Afinal, pessoas mortas não falam, não têm materialidade. Só pode ser um agouro, enviado por um feiticeiro, ou um zumbi." Sendo assim Hamlet se passa de besta.
As emoções nas questões biológicas sofrem o mesmo processo evolutivo que o corpo, um egípcio no tempo de Tutancâmon possuía o mesmo "setup" de emoções de um nos dias de hoje. O que difere é o sistema social, a cultura vigente. Cada individuo gera sua própria resposta aos estímulos moldados pela vivência a um regime social. As emoções são individuais porém regradas pelo sistema social e mais discernidas pelos contextos sociais.

A micro política das emoções
“... seu potencial para dramatizar/alterar/reforçar a dimensão macrossocial em que as emoções são suscitadas e vivenciadas.”
Toda a experiência humana é passada de geração a geração. Para senso comum a cultura ocidental é tida como a cultura mais desenvolvida.  Em qualquer sistema social há de haver indivíduos que se questionem em busca do entendimento ou verdade, e onde há maior liberdade e necessidade dessa busca é na cultura ocidental. De fato essa cultura não tem discernimento sobre qual seria o uso atual das emoções, e tenta entender questionando como o ser humano vivia as emoções no passado. A análise que o ser humano faz de si e seu ambiente é sempre tardia, se os atos de Alexandre O Grande, Napoleão ou Hitler fossem deduzidos pelo povo, assim dizendo, não haveriam tantos. E foram as emoções elevadas de um individuo que manipularam as emoções de milhares.

As emoções nas sociedades ocidentais modernas
“... uma sociedade intimista que passou a subjugar a experiência da vida em público ao seu significado subjetivo para o individuo.”
O bom das sociedades ocidentais modernas é a autenticidade do individuo, a espontaneidade, o uso e consequência das emoções. Existe sim uma “etiqueta”, mas o ser humano é mais confiável quando não passa suas emoções por filtros. Existe a premissa da valorização do outro, da vida, onde o exercício de controle das emoções se faz presente. Não tendo como regulador os parâmetros religiosos ou qualquer outro tipo de dogma, tem-se apenas o ser humano com o entendimento e regulação de suas emoções, que é a grande questão evolutiva da espécie humana.

Conclusão
O ser humano antes de tudo é um animal que desenvolveu meios de compreender e sentir o seu ambiente. Passadas as faces de crer no imaginário agora está voltando atenção a quem realmente importa, a si próprio. É um processo evolutivo que tem uma finalidade. As emoções não foram desenvolvidas para devaneio/prazer de uma espécie, e sim como processo evolutivo para sobrepujar sua própria natureza removendo-o dessa cadeia e respondendo assim o questionamento, e portanto sua finalidade.

Papo Macaco também está no Fanzine Tralha Malocada:

:: Papo MACACO #05 ::

Desenhado por Jason Seller
A cascata tecnológica vai um dia permitir o inimaginável. O direito, o patrimônio da arte está sendo descascado. Transição do que era original imaculado e orgânico para a reciclagem e questionamento da arte. A resposta do porquê o homem criou a arte contém três letras e, g e o. Toda forma de arte é feita para exteriorizar, cultivar e explorar o eu. Aglomerados egocêntricos escolhem suas representações, cada movimento artístico, tendência, surge para diferenciar um resumo de gostos e similaridades. Tudo é a mesma coisa, só a ilusão que não. Arte como devaneio depois da descoberta. Arte sem O divino apenas como sensação. O último movimento intelectual será matar as emoções e junto com ela a arte e O divino. A arte é usada como remédio para o homem. Separe o eu do ego para notar que o ‘fazer arte’ alimenta o ego que realimenta o eu. Tão somente dessa forma o homem atual consegue suportar sua existência. Retire as emoções do homem e a arte morre, porém surge o ‘super-homem’*.

* O Super-Homem de Nietzsche

Papo Macaco#01
Papo Macaco#02
Papo Macaco#03
Papo Macaco#04


:: Boca fechada não entra mosquito ::



No final o facebook ou qualquer outra rede social é apenas um palco para motivos egocêntricos. Nada de mal em exercitar o ego, mas ao se perguntar por qual motivo se usa a rede social e um silêncio surgir... Ache um. Todas aquelas balelas psicológicas sobre o botão curtir, caso não saiba já foram discutidas fora e dentro do facebook, mas como todos os assuntos no face são tão superficiais quanto as notícias do Vídeo Show, o assunto passou desapercebido. Já viu algum protesto do facebook dar algum tipo de resultado? Dado o direto de “achar”, muitos acham que postando fotos ou comentários contra o aumento do preço da passagem de ônibus ou barca algo irá mudar. Papo de doidão pra quem não sabe é aquela conversa de bêbado onde promessas são feitas e realizações alcançadas, porém tudo se vai com o sono (desmaio) e pela urina de manhã. Facebook é papo de doidão virtual, o esquecimento vem com o contínuo postar e nem linha do tempo segura.

Dizer que você está indignado, feliz, de luto ou apaixonado só é válido pra quem quer essa informação. Das mais variadas informações as relevantes são se você mora sozinha(o), em casa ou apartamento, qual é vossa condição financeira e se você está ou não em casa. Brincadeiras reais/catalíticas a parte, se tu não és um atiçador cultural, artista, aquela gostosa do bairro ou está vendendo algo em promoção, saiba ao menos que para uma pessoa você não fede nem cheira.

Se postas o que tu gostas apenas como demonstração do seu ser é totalmente compreensível e válido, assim fica fácil outras pessoas detestarem ou curtirem vossa persona. Agora se ficas no desespero postando pra ver o globinho azul ficar vermelho e cheio de numerozinhos, é melhor sair de tanguinha pela rua. 

Aos que defendem religiosamente o facebook se este texto tivesse um botão caguei, não consigo nem imaginar,  a quantidade estaria quase igual às besteiras que aparecem no facebook. Este texto e o facebook são lugares de piadas e sátiras. Porém, no face a opinião já está lá basta clicar em compartilhar caso esteja sem. Neste FaceZine ao menos você leu o texto, cagou ou curtiu, e ainda assim está processando (com chances de um dia concluir algo). No face a convergência de opiniões atinge primeiramente aos que não as têm, em seguida aos que fazem uso da rede social apenas para distração e se deixam levar. Nada melhor do que se deixar levar por risos e distração, se é que você me entende, entende? 

Talvez já tenha até compartilhado foto de pessoas desaparecidas ou procuradas por alguma atrocidade com gatos (especificamente). Agora, você já viu alguma foto ou texto compartilhado dizendo que a pessoa procurada foi achada? Chega de falar mal das redes sociais, pois faço uso delas e não quero ser deletado da novela das nove.

Está sem opinião!? Compartilhe essa!!

:: Quinteto Violado - ... até a Amazônia?! (1978) ::


... ATÉ A AMAZÔNIA?!

Este é um trabalho que reflete cada dia dos quase se anos, desde o nosso primeiro momento. É um trabalho que foi se formando através do tempo, dos aviões, das estradas, do conhecimento das pessoas, do ver e sentir o povo, dos shows no meio da rua, em cima de caminhões, nos campos de futebol, etc... É uma visão geral. Poderia chamar-se O Artista e o Mundo ou O artista no Mundo, pois ele reflete uma visão nossa e de tudo acontecido em nossa volta. A nossa sugestão é dar as mãos. Pois aprendemos no trabalho que o problema maior do artista é não dançar na mesma roda.

Aqui estamos de mãos dadas:
Fernando; violeiro, sanfoneiro, forrozeiro, peladeiro, caminhante. Numa ida a São Luís do Maranhão descobriu Zé Chagas e aqui mostra pra vocês.

Marcelo; sempre na busca de uma organização mais-que-perfeita. O artista conscientizando-se de uma profissionalização maior. O artista com os pés no chão.

Zé da Flauta; pifeiro nato, único ofício. Definitivamente músico.

Luciano; contribuinte forte para a formação de uma escola de bateristas e percussionistas brasileiros.

Toinho; viveu o advento da Indústria no Nordeste. Nela buscou solução profissional. Foram necessários 10 anos para a opção definitiva: Músico. Fez direção musical desse trabalho.

João de Jesus; em Belém do Pará poeta de fato professor de direito. Sua aparição neste trabalho significará uma definição melhor do poeta.

José Chagas. Vejamos as palavras do poeta: “Entrei em contato com o mundo em Santana dos Garrotes, no sertão da Paraíba, filho de pais ocupados nos trabalhos do campo, lutando contra flagelos da natureza e da política dos homens. Daí minhas raízes com a terra, minha comunhão com as vozes que exprimem a angústia do Nordeste, e o sempre confronto de minha poesia com a fala do povo.”

Armando Pitigliani; o nosso produtor. Uma mão forte sentida durante o período de gravação preocupado com os mínimos detalhes.

Watson; datilógrafo (diplomado), decorador, confecciona faixas de rua e placas para barbearias e casa de comércio; - Pinta o 7. Criou o visual deste trabalho com muito carinho.

Vital Santos; um dos continuadores de Hermilo Barba Filho, no Teatro popular do Nordeste. Autor e Diretor voltado para as tradições de Nossa cultura. Deu ao show as cores mágicas da fantasia nordestina.

Ângelo (anjinho); filho da terra do coroné Chico Heráclito (Limoeiro-PE), para os menos avisados. É o “faz tudo” do grupo, a infra-estrutura necessária ao seguimento do trabalho.

Benedito; o nosso revisor administrativo, perfeccionista dedicado e amigo.

Luiz Cláudio e Ary; ajudados pro Aníbal e Julinho. Tripulação técnica e cuidadosa que apurou o SOM nesta nossa viagem.

Mario e Bonfim; completam a nossa roda, paus pra toda obra sempre prontos a atender o chamado.

Resta-nos dizer apenas: “ouça o disco e venha juntar-se a nós. A roda tem que crescer, uma mesma música será dançada dos confins do mundo ...até a Amazônia?!

Texto retirado da contracapa do disco.

Ficha Técnica
Gravado nos estúdios: Phonogram, Barra da Tijuca – RJ.
Direção da Produção: Armando Pittigliani.
Coordenação Artística: Roberto Santana.
Direção Musical: Toninho Alves.
Arranjos: Quinteto Violado.
Vocal: Marcelo, Fernando, Toinho.
Sanfona & Violas: Fernando Filizola.
Violão: Marcelo Melo.
Baixo: Toinho Alves.
Percussão: Luciano Pimentel.
Técnicos de Gravação: Luiz Claudio & Ary Carvalhaes.
Assistentes: Anibal, Julinho e Vitor.
Corte : Ivan Lisnik.
Capa: Watson.
Foto Contracapa: Aramando Pittigliani.



:: Alec Troniq - Windspiel (2010) ::



Todo santo dia são cuspidas milhares de músicas pelos sites de compra online. No meu tempo se encomendava vinil[EP] na World Music lá em Copa. Hoje baixo cinco EPs por dia. É tanta gente produzindo música eletrônica que a prática de amassar a cebola pra saber se tá boa saiu do Hortifruti pro notebook. Amostra do melão fatiado esperando uma bicada tua é a mesma coisa que acontece no Beatport ou Junorecords, tens que provar pra saber se tá doce ou cai bem aos ouvidos. Caso não se perguntou se eu encomendava os vinis as cegas respondo de pronto; escutava antes no Junorecords pois Beatport não existia. A importação física do vinil ficava uma baba devido ao correio inglês Royal Mail ou pior pela Fedex além da taxa de importação que até hoje é um absurdo. Ainda tenho meus vinis onde os engorduro dando lhes dedadas e vez ou outra um banho. Estão sempre a minha vista e a satisfação de tirar da capa e aterrissar a agulha só é superada quando o som surge. De todos os EPs baixados diariamente alguns me chamam atenção como do Alex Troniq chamado Windspiel. Um esbarro ocasional que me levou ao encontro do álbum debute do sujeito.

Se caso queiras amassar a cebola antes de levar (recomendo começar ela Jimmycane):

Download do disco:

Caiu bem o Alec Troniq vídeo e música do K!

:: Alceu Valença - Rubi (1986) ::


Tive o desfrute de ajudar na montagem do estúdio do Alceu Valença. Eu, meu ex-cunhado Duda Silveira (nome de guerra; tá assim no encarte do disco da Marisa Monte Memórias, Crônicas e Declaraçoes de Amor) e Paulo Rafael o cabra que produz Alceu. Lembro do último dia da montagem, uma tempestade só foi notada por causa da janela dupla de vidro de fronte para o mar que deixou a luz do relâmpago passar porque o som foi embarrerado. Naquela época Alceu tava com a idéia de fazer um filme e fica falando de uma cena com cavalo, ele fala tão rápido que parece com os conterrâneos riostrenses principalmente com Seu Mazinho o pedreiro. O Studio dele é do lado do escritório da produtora dele no Alto Leblon. Vem da infância a imagem da capa desse disco. A última música Amigo da Arte foi mashup.eada pela minha pessoa e está disponível no site http://soundcloud.com/donoxun .

Vem mais discos por aí, eles vão ficar nesta pasta chamada DNA


:: Trabalho pro Seu Criativo ::

Em um minuto de audiovisual deu para expressar completamente a admiração pela plasticidade do mal. A facilidade de editar vídeos, criar batidas e fazer versões de músicas nas quais gosto geraram esses vídeos de um minuto. Em poucas horas cato, mastigo e cuspo o que na cabeça estava. Foi assim com o vídeo do ‘O homem que desafiou o Diabo’ e posteriormente com ‘Senhor dos anéis’ e ‘Batman’. Tudo surge das cenas dos filmes nas quais matutam idéias que ficam loopeando na cabeça até serem exoneradas. Por trás desse um minuto e pouco existe uma balela. Cuspidas diretamente do inconsciente, escarradas em curto espaço de tempo e com concisão. No vídeo ‘Who’re you working for?’ o que motivou foram os aspectos plásticos das mascaras, em especial a do filme ‘Senhor dos anéis’. O próprio titulo do vídeo indaga a balela. Chego a uma satisfação técnica e tecnológica com relação à criação audiovisual, apenas uma de várias.

:: Who’re you working for? ::


:: O homem que desafiou o Diabo ::


:: Por aí - Gonzaguinha ::


:: CH001 ::

:: Houssius Minimal e ponto final ::

Após três anos gravando Sets chegou à hora do ponto final da série Houssius Minimal. Foram quarenta e nove Sets. O último HM5.9 é do Josh Wink. Como de costume o último set de uma série (HM1.9, HM2.9 ...) é dedicado ao querido Jorge Wink. Nesta ocasião especial o HM5.9 faz uma releitura do disco “Profound Sounds Vol.1” lançado em 1999. Sendo este um dos primeiros “Discos Sets” junto com “Dirtchamber Sessions Volume 1” também lançado em 1999 e produzido por Liam Howlett do Prodigy. As músicas do Profound são de variados artistas mixado pelo Josh e o HM5.9 e um mix dessas músicas juntas com as do Wink. Ao todo são dezoito músicas em uma hora de Set, entre elas clássicos como “Are you there”, “515 Acid”, “Sixth Sense”, “Don Laugh” e as do último disco “When a Banana Was Just a Banana”.

Lembrando que todos os Houssius Minimal estão disponíveis para download via Torrent. Além da discografia completa do Donoxun. É só pesquisar em qualquer site Torrent por Donoxun.
http://www.torrentz.com/search?q=donoxun


Playlist:
_Johannes Heil & Heiko Laux - D2
_Josh Wink - Have to get back (Vocal)
_K.A.B. - Anjua (Sneaky 3)
_Josh Wink - Minimum 23 (Djulz rmx)
_Sylk 130 - When the funk hits the fan
_Josh Wink - Sixth Sense
_Persuader - What's the time, Mr. Templar
_Josh Wink - Stay out all night (Radio Slave rmx)
_Josh Wink - 516 Acid
_The Care Company - Dance & House
_Gez Varley - Political Prisoner
_Pop Kulture - DJ Dozia
_Josh Wink - Dont Laugh (Richie Santana & Peter Bailey rmx)
_Josh Wink - Are You There
_Smith & Selway – Silver
_Josh Wink - Hows your evening so far (feat Lil Llouis)
_Josh Wink – Swirl
_Radiohead - Everything in its Right Place (Josh Wink Long rmx)


Victor Hugo e Josh Wink [2004]


:: Further - The Chemical Brothers ::


Uma viagem curta mas para os confins da mente. Quase todos os disco dos Chemical Brothers trazem novidades, mas Further traz uma “novidade retrô”. É sabido que a dupla gosta muito de gastar dinheiro e tempo com sintetizadores analógicos. Este sétimo álbum se baseia basicamente no som desses sintetizadores. Essa “novidade retrô” é que deu fôlego a dupla para conseguir lançar mais um álbum, onde o título em inglês pode ser traduzido como longe, fundo e avante. Tom e Ed chegam aos seus quarenta anos de idade com idéias novas e estáticas desdo primeiro álbum “Exit Planet Dust” de 1995. É muito mais fácil um irmão químico gostar the “Further”, pois o pré conhecimento dos álbuns antigos ameniza a suposta estranheza do primeiro contato com novo álbum. É um bom disco, conciso, novo, feito com sons e produções semelhantes de discos passados. Soa mais como um update do que um redirecionamento ideológico como aconteceu com quinto álbum “Push The Button”. E assim a dupla deveria seguir para o bem dos fãs de longa data.

Vídeo feito com pequeno pedaço da música “Escape Velocity” editado por Abrann Zdar. Todas as oito músicas do álbum terão vídeos.

:: Só ela sabe ::


Só ela sabe o quanto sou infantil, das vezes que fujo da verdade que não é só dela. De quando penso o quanto a amo. Dos momentos que são só meus. Das frases que não completo. O que não consigo entender. Do quanto sou prepotente. Dos inesperados beijos que não são roubados. De como preciso e do quanto. Do futuro que quero. Do passado que não tive. Das desculpas não dadas. E do quanto sou feliz ao lado dela.Adicionar imagem

:: Papo Macaco #03 ::



Ódio, amor, verdade e mentira. Exclusividade de cada persona, de cada ser humano. Muitos evitam a verdade por causa da responsabilidade. Alguns vivem a odiar, pois não compreendem que nem sempre se pode ter o que se deseja. Porém com alguma vontade, determinação e tentativas, consiga o que se precisa. Da infância a adolescência antes de tornar-se adulto, todo ser humano forma a sua personalidade.

Dos trejeitos a concepção da realidade e senso da mesma, todos florescem na puberdade e seguem a adolescência inteira amontoando e testando-se. Pau que nasce torto nunca se endireita. É na fase adulta que se poda os galhos. As pessoas não mudam, apenas controlam e adaptam seus sentimentos, passando de algo instintivo para sóbrio e sisudo.

A nomenclatura ADULTO é diminuta para a árdua tarefa que o ser humano tem; o controle do sentir. Grande parte dos sentimentos geram aflição e angústia. E a racionalização e tentativa de controle dessas emoções é a chave. Pergunte a si mesmo algo que lhe aflige nesse momento e com pouco de pensar achará a resposta; a causa. Verá que está ligado ao desejo. A angústia nada mais é que a não concretização do desejo indiferente à sua vontade. O desejo é aquilo que se imagina, existe e muito se quer. Depois de formatada a personalidade é necessário saber e compreender o disparate entre o que se deseja e do que se necessita.

Ninguém muda, apenas não se consegue controlar e direcionar o desejo, algo que sempre existirá. Limitar-se e apreciar as escolhas, conter-se e apreciar o seu próprio controle. Ver nas suas ações quem você está se tornando. Não é a vivência dos prazeres nem dos desgostos que formam a personalidade final, mas sim a duração em que se vive tais emoções. Não se deve apegar aos prazeres e nem aos desgostos. Eles são passageiros e muitos.

Todos temos o controle de quem somos ou queremos ser. Se quiseres viver bem, aprenda a fazer tal coisa ao seu jeito, errando e acertando, mas sempre se movendo à frente. O melhor desejo é estar apto para todos os momentos que sempre o farão compreender melhor o que um dia tentei dizer a você.

:: Crooked Vultures! Where's my yayo?! ::

Them Crooked Vultures, banda formada por Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones, lançou álbum intitulado com nome da banda dia 17 de novembro de 2009. Apresentação básica: Josh Homme, guitarrista e vocalista do Queen Of The Stone Age [QOTSA], Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana e John Paul Jones, ex-baixista do Led Zeppelin.

Formada a super banda e lançado o puta álbum, faço uma errata sobre a lista que fiz sobre os dez melhores álbuns da década 00 publicada no Zine anterior. Por ter sido lançado aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo e enquanto construía a lista, não tive conhecimento deste disco. Os três primeiros álbuns da lista foram Rated R do QOTSA em primeiro lugar, Audioslave e seu primeiro álbum intitulado com nome da banda e Papo Macaco do Davi Moraes.

O Them Crooked Vulteres tem a mesma concepção da banda Audioslave, que é reagrupar membros de destaque de outras bandas, extintas ou não, como Chris Cornell do Soundgardem com Tom Morello do Rage Against The Machine. Como está tudo em família Them Crooked Vulteres tem que ser o álbum número zero da lista, o parentesco é tão forte que o disco lembra o terceiro álbum da QOSTA onde Dave Grohl também participa como baterista.

O melhor da banda é que os caras estão fazendo isso por dinheiro, é claro, mas fundamentalmente por curtirem tocar juntos. Disco todo é foda!

:: SuaveMente aquele que sente ::


Do bem-estar e da felicidade. O ciclo de bons e maus momentos, daqueles que mais se vive distingue-se o feliz do infeliz. Dos felizes, cientes de seu estado, que também passam por maus momentos, mas já saboreiam realizados. Dos infelizes, que não reconhecem o gosto da vida, não sentem satisfação e vivem a se revirar. O que há de se viver há do que se fazer. O enquadro do ser, de saber suas certezas e como as vive é o princípio. Das ações digo que o viver trará soluções de bom ou não grado baseado nas certezas e como as vive. Dito isto, exalto a física e o lirismo.
Há de se ter compreensão do meio em que vive para poder brincar de viver. Entenda a física como a compreensão de como seu corpo funciona, de que isso não lhe foi dado e sim conquistado por anos de evolução.
Do lirismo, a forma como você questiona e vive essa conquista. Pare, pense e sonhe, imagine e realize, esteja bem.

:: Os 20 álbuns da Década 00 - Música Eletrônica ::

20.Burial - Burial[2006]

19.Etienne Jaumet - Night Music [2009]

18.Bob Sinclar - Champs Elysées [2000]

17.Fischerspooner – #1 [2003]

16.Renato Cohen - Six Billion Drum Kicks [2009]

15.Peaches - I Feel Cream [2009]

14.Ricardo Villalobos - Alcachofa[2003]

13.Quantic - One Off's Remixes And B Sides [2006]

12.Basement Jaxx - Crazy Itch Radio[2006]

11.Massive Attack - 100th Window [2003]

10. Daft Punk - Discovery [2001]
Pelo trabalho que a dupla francesa teve em formular toda a história do álbum junto ao filme e sua imagem.

09. The Chemical Brothers - Come With Us [2002]
O último disco neo-hippie da dupla com ressalto do estilo Big Beats que os próprios criaram na década de noventa.


08. Primal Scream - XTRMNTR [2000]
Definitivamente um marco e extremamente necessário para descaracterização da década 00. O final dos anos noventa se sobre opôs ao começo da década 00. Espero ser surpreendido por alguma mudança na música eletrônica nesta década assim como aconteceu na década passada.

07. Mr. Oizo - Lambs Anger [2008]
Foram quase seis anos de espera entre o primeiro e segundo álbum. O terceiro álbum Lambs Anger que musicalmente parece uma continuação do segundo Moustache definiu a sonoridade do Mr. Oizo. Vous allez crever!

06. Cassius - 15 Again [2006]
Como produtores musicais Boombass e Zdar provam a cada álbum que se pode atravessar uma década inteira fazendo boa música eletrônica. Assim como primeiro álbum, 1999, 15 Again também é tempestivo.

05. Dolores e Orquestra Santa Massa - Contraditório [2002]
Não diria que é contraditório mistura cozinha e sala. É sempre bom escutar um vocal com sotaque abrasileirado, batidas bem feitas e sirenes bem arrumadas. São muitos os produtores de música eletrônica, são muitos os veículos pra divulgar e poucos pra escutar. No Brasil são quatro milhões e uns trocados. Todos estão fazendo e escutando suas próprias músicas.

04. Digitalism - Idealism [2007]
Mérito por fazer diferente e não ser rotulado. Álbuns como esses se tornam únicos pela criatividade, talento, ferramenta e um bom contato. Parabéns ao efêmero que alguns guardam.

03. AkuFen - My Way [2002]
Tão diferente e único que AfkuFen só lançou esse. Os programas de áudio sofrem a cada ano grandes evoluções. No começo da década 00 apareceram vários programas junto com processador Pentium 4, isso deu novas ferramentas para explorar a produção musical. My Way é o registro da criatividade, talento e ferramenta. Essas são as únicas coisas que assustam, ou melhor, diferenciam a década 00.

02. Josh Wink - 20 to 20 [2004]
Na carreira são quatro álbuns e neste foi onde Josh achou seu timbre. Ele com seus Minimal Thoughts, música do primeiro álbum Left Above The Clouds de 1996, caminhava epicamente ao lado Richie Hawtin. Música eletrônica tem história para contar ou apontar, famosa influência

01. Richie Hawtin - DE9 Closer to the Edit [2001]
Não é álbum mas uma compilação de trinta artistas diferentes. O disco foi editado por Richie Hawtin a.k.a. Plastikman usando samplers das músicas desses trinta artistas. A década 00 acaba com a conquista do Minimal, não como estilo musical mas como conceito. Quem tem boa memória deve lembrar como o Electro era forte nos primeiros anos da década 00. Na segunda metade o Minimal, estilo musical, começou a virar febre. Demais estilos como House, Electro e principalmente o Techno se contraíram. No final da década 00 o Minimal é um conceito na produção da música eletrônica. Os álbuns do Plastikman são exemplo do minimalismo na música e estão por aí desda década de oitenta.


A demora na transição de uma década a outra é inevitável. A característica só emerge após dois a quatro anos. A primeira década do século XXI trouxe um impulso na música eletrônica devido à tecnologia. São apenas três décadas explorando a ferramenta que depende exclusivamente da criatividade e sensibilidade de quem cria. Os pioneiros da música eletrônica são aqueles que detêm conhecimento sobre a tecnologia e a usam para tirar um zumbido da cabeça e colocar nos ouvidos alheios tentando gerar alguma sensação ou emoção. Dos sintetizadores e baterias eletrônicas ao computador e seus programas. Que venha mais uma década.