:: Abrann Zdar ::

mais conhecido como Victor Hugo Mafra.

:: Crooked Vultures! Where's my yayo?! ::

Published by Abrann Zdar under on 16:33

Them Crooked Vultures banda formada por Josh Homme, Dave Grohl e John Paul Jones lançou álbum intitulado com nome da banda dia 17 de novembro de 2009. Apresentação básica; Josh Homme guitarrista e vocalista do Queen Of The Stone Age [QOTSA], Dave Grohl ex-baterista do Nirvana e John Paul Jones ex-baixista do Led Zeppelin. Formada a super banda e lançado o puta álbum eu faço uma errata sobre a lista que fiz sobre os dez melhores álbuns da década 00. Por ter sido lançado aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo e enquanto construía a lista não tive conhecimento deste disco. Os três primeiros álbuns da lista foram Rated R do QOTSA em primeiro lugar, Audioslave e seu primeiro álbum intitulado com nome da banda e Papo Macaco do Davi Moraes. Como Them Crooked Vulteres tem a mesma concepção da banda Audioslave que é reagrupar membros de destaque de outras bandas, extintas ou não, como Chris Cornell do Soundgardem com Tom Morello do Rage Against The Machine. E ainda conta com vocalista da banda que está em primeiro lugar na lista. Them Crooked Vulteres tem que ser o álbum número zero da lista, além de se aparentar com terceiro álbum da QOSTA onde Dave Grohl também participa como baterista. O melhor da banda é que os caras estão fazendo isso por dinheiro, é claro, mas fundamentalmente por curtem tocar junto. Disco todo é foda!

:: SuaveMente aquele que sente ::

Published by Abrann Zdar under on 22:25
Do bem-estar e da felicidade. O ciclo de bons e maus momentos, daqueles que mais se vive distingue-se o feliz do infeliz. Dos felizes, cientes de seu estado, que também passam por maus momentos, mas já saboreiam realizados. Dos infelizes, que não reconhecem o gosto da vida, não sentem satisfação e vivem a se revirar. O que há de se viver há do que se fazer. O enquadro do ser, de saber suas certezas e como as vive é o princípio. Das ações digo que o viver trará soluções de bom ou não grado baseado nas certezas e como as vive. Dito isto, exalto a física e o lirismo.
Há de se ter compreensão do meio em que vive para poder brincar de viver. Entenda a física como a compreensão de como seu corpo funciona, de que isso não lhe foi dado e sim conquistado por anos de evolução.
Do lirismo, a forma como você questiona e vive essa conquista. Pare, pense e sonhe, imagine e realize, esteja bem.

[Papo Macaco #02]

:: Os 20 álbuns da Década 00 - Música Eletrônica ::

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20.Burial - Burial[2006]

19.Etienne Jaumet - Night Music [2009]

18.Bob Sinclar - Champs Elysées [2000]

17.Fischerspooner – #1 [2003]

16.Renato Cohen - Six Billion Drum Kicks [2009]

15.Peaches - I Feel Cream [2009]

14.Ricardo Villalobos - Alcachofa[2003]

13.Quantic - One Off's Remixes And B Sides [2006]

12.Basement Jaxx - Crazy Itch Radio[2006]

11.Massive Attack - 100th Window [2003]

10. Daft Punk - Discovery [2001]
Pelo trabalho que a dupla francesa teve em formular toda a história do álbum junto ao filme e sua imagem.

09. The Chemical Brothers - Come With Us [2002]
O último disco neo-hippie da dupla com ressalto do estilo Big Beats que os próprios criaram na década de noventa.


08. Primal Scream - XTRMNTR [2000]
Definitivamente um marco e extremamente necessário para descaracterização da década 00. O final dos anos noventa se sobre opôs ao começo da década 00. Espero ser surpreendido por alguma mudança na música eletrônica nesta década assim como aconteceu na década passada.

07. Mr. Oizo - Lambs Anger [2008]
Foram quase seis anos de espera entre o primeiro e segundo álbum. O terceiro álbum Lambs Anger que musicalmente parece uma continuação do segundo Moustache definiu a sonoridade do Mr. Oizo. Vous allez crever!

06. Cassius - 15 Again [2006]
Como produtores musicais Boombass e Zdar provam a cada álbum que se pode atravessar uma década inteira fazendo boa música eletrônica. Assim como primeiro álbum, 1999, 15 Again também é tempestivo.

05. Dolores e Orquestra Santa Massa - Contraditório [2002]
Não diria que é contraditório mistura cozinha e sala. É sempre bom escutar um vocal com sotaque abrasileirado, batidas bem feitas e sirenes bem arrumadas. São muitos os produtores de música eletrônica, são muitos os veículos pra divulgar e poucos pra escutar. No Brasil são quatro milhões e uns trocados. Todos estão fazendo e escutando suas próprias músicas.

04. Digitalism - Idealism [2007]
Mérito por fazer diferente e não ser rotulado. Álbuns como esses se tornam únicos pela criatividade, talento, ferramenta e um bom contato. Parabéns ao efêmero que alguns guardam.

03. AkuFen - My Way [2002]
Tão diferente e único que AfkuFen só lançou esse. Os programas de áudio sofrem a cada ano grandes evoluções. No começo da década 00 apareceram vários programas junto com processador Pentium 4, isso deu novas ferramentas para explorar a produção musical. My Way é o registro da criatividade, talento e ferramenta. Essas são as únicas coisas que assustam, ou melhor, diferenciam a década 00.

02. Josh Wink - 20 to 20 [2004]
Na carreira são quatro álbuns e neste foi onde Josh achou seu timbre. Ele com seus Minimal Thoughts, música do primeiro álbum Left Above The Clouds de 1996, caminhava epicamente ao lado Richie Hawtin. Música eletrônica tem história para contar ou apontar, famosa influência

01. Richie Hawtin - DE9 Closer to the Edit [2001]
Não é álbum mas uma compilação de trinta artistas diferentes. O disco foi editado por Richie Hawtin a.k.a. Plastikman usando samplers das músicas desses trinta artistas. A década 00 acaba com a conquista do Minimal, não como estilo musical mas como conceito. Quem tem boa memória deve lembrar como o Electro era forte nos primeiros anos da década 00. Na segunda metade o Minimal, estilo musical, começou a virar febre. Demais estilos como House, Electro e principalmente o Techno se contraíram. No final da década 00 o Minimal é um conceito na produção da música eletrônica. Os álbuns do Plastikman são exemplo do minimalismo na música e estão por aí desda década de oitenta.


A demora na transição de uma década a outra é inevitável. A característica só emerge após dois a quatro anos. A primeira década do século XXI trouxe um impulso na música eletrônica devido à tecnologia. São apenas três décadas explorando a ferramenta que depende exclusivamente da criatividade e sensibilidade de quem cria. Os pioneiros da música eletrônica são aqueles que detêm conhecimento sobre a tecnologia e a usam para tirar um zumbido da cabeça e colocar nos ouvidos alheios tentando gerar alguma sensação ou emoção. Dos sintetizadores e baterias eletrônicas ao computador e seus programas. Que venha mais uma década.

:: Os 10 álbuns da Década 00 - Rock/Pop/Genérico ::

Published by Abrann Zdar under on 01:25
Esse tipo de listagem é extremamente pessoal. Foi ao vasculhar as vastidões dos meus HDs e de certa resistência trazida dos anos noventa que formatei está lista de Rock/Pop/Genérico.

10. Coldplay - Parachutes [2000]
Não tem Los Hermanos na lista mas tem o pai deles. Taí uma banda que deve perdurar por um bom tempo. Quatro álbuns lançados nesta década, ainda geram dinheiro e os integrantes parecem se dar bem. Influência pesadíssima nesta década, até parece que sabiam que seria a década de cantar a dor de corno.


9. Otto - Condom Black [2001]
Só muita música boa pra superar a expectativa que todo artista tem quando o primeiro álbum é super elogiado. Essa década foi marcada por uma mesmice na questão de interprete e replicas de interpretes. Ainda bem que temos alguém que se entrega.


8. Dave Matthews - Some Devil [2003]
Tinha que ter um Dave Matthews na lista. O interessante que está faltando a Band! A cada disco da Dave Matthews Band há uma diferença muito grande, eles procuram variar e explorar. Mas no álbum solo do Dave Matthews e como cheirar a flor e não o perfume.


7. Emilie Simon - The Flower Book [2006]
Franceizinha que gosta de experimentar e cantar. Um amor de álbum, voz e uma das únicas a se consolidar pela qualidade. Álbum escolhido entre Bat for Lashes, Ida Maria, Metric e Yeah Yeah Yeahs.


6. Gnarls Barkley - St. Elsewhere [2006]
Algo de diferente apareceu entre a mesmice. Entre Outkast, The Roots e Jay-Z eu fico com o excêntrico.


5. Interpol - Turn on the Bright Lights [2002]
Das bandas de Nova Iorque que formaram o Indie Rock, Interpol foi a que conseguiu expor o rock com estigma de Nova Iorque. Por isso o mérito entre The Hives, The Vines, The Libertines, Franz Ferdinand e Arctic Monkeys é de quem chegou primeiro e com algo para mostrar.


4. Madeleine Peyroux - Careless Love [2004]
O retorno de Madeleine após em 1997 ter tido problema nas cordas vocais. A voz não condiz com a imagem de Madeleine, sua música pode parecer já ter sido cantada, mas o que importa é que ela voltou a cantar e já tem mais dois álbuns.


3. Davi Moraes - Papo Macaco [2003]
Filho de peixe, peixinho é! Esse Papo Macaco fez muita gente dançar e pensar. Davi por si só, puta disco!


2. Audioslave - Audioslave [2002]
A batalha de Chris Cornell vem dos anos 80 com Soundgarden. Ele conseguiu colocar o reformado Rage Against the Machine em Cuba. Enquanto bandas como System of Down misturavam muita coisa, Metallica com St. Anger parecia banda de Punk Rock, Soufly do Max Cavalera com Primitive continuava no underground de tanta batucada que tinha e Sepultura quase extinto o único a salvar a metaleira foi Audioslave e seus três álbuns de 2002, 2005 e 2006.


1. Queens Of The Stone Age - Rated R [2000]
Banda da década passada que com Rated R, o segundo disco, separou água e óleo. QOTSA como é conhecido se manteve por toda essa década com três álbuns excelentes. Diferente de tudo que apareceu como Strokes, Interpol e Arctic Monkeys. Rated R mostra a essência do que é ser roqueiro e que foi distorcida e homogeneizada nesta década.


Não houve muita batalha para enumerar os álbuns e nem receio de deixá-los fora da lista. Dei mais importância ao começo da década, aqueles que criaram tendências. Em outros casos escolhei por gosto o que de novo apareceu sem que esses álbuns tivessem muita influência na caracterização desta década. Talvez a falta de caráter seja a característica desta década. Eclética com muitos rostos, caras e bocas.

:: Operador de Discos ::

Published by Abrann Zdar under on 13:24
O termo disc jockey ou operador de discos remonta a década de trinta, e sua principal função é selecionar músicas e tocá-las. Seu Osvaldo Pereira, o primeiro Dj brasileiro, começou a história da discotecagem brasileira com a simples idéia de não deixar a pista ficar parada. Nos bailes dos anos 60 movidos a orquestra, seu Osvaldo colocava vinis nos intervalos. Naquela época o vinil ou long play[LP] existia há pouco mais de dez anos. O que não existia era o mixer(mesa de mistura), uma peça fundamental para todo Dj, sem ele não é possível combinar o som de duas fontes de som para que não haja intervalo entre as músicas. Seu Osvaldo deu seu jeito usando dois toca-discos e um mixer improvisado. Fez isso porque achava que quebraria o ritmo das pessoas dançando no baile se tivessem que esperar-lo trocar o vinil em um único toca-discos. A essência do Dj é essa, selecionar os discos em função do que o publico deseja e não deixar a festa parar.


Essa forma de discotecagem, dois toca-discos e um mixer, perduraram até o começo da década de noventa quando apareceu o compact-disc, o filho da puta do CD. O toca-discos mais popular é o Technics MKII SL-1200 e CD player mais conhecido foi o CDJ da Pionner. Digo que foi porque pouco tempo depois do advento do CD apareceu algo muito pior: o MP3. Os CDJs começaram a ler CD de MP3 e cada vez mais o case dos Djs foram encolhendo. De mochilas ou cases para os vinis, passaram para pequenos cases para CDs de áudio e finalmente para dentro dos computadores. Mesmo usando computadores é necessário usar o controlador, uma espécie de joystick com a aparência de dois CDJs e um mixer integrados. Os Djs ainda tinham o trabalho de mixar a música, sincronizar uma com a outra usando esses três tipos de mídia; vinil, CD e MP3. Esse tipo de mixagem provém da House Music criada nos primórdios dos anos 80 onde as batidas no compasso 4/4 (quatro por quatro) favoreciam a mixagem. Mas agora nem mixar o Dj precisa, o programa Traktor Dj já sincroniza a música, basta selecionar e pronto.

Leia o micro resumo da macro operação que é mixar com vinil. O estilo de mixagem é a sincronizada usada na maioria dos estilos na qual as músicas foram produzidas para tal. Existe uma regra básica para aqueles que produzem música eletrônica, são regras de compassos utilizados na introdução, intervalo e final. Sempre no compasso 4/4 e a cada 4, 8 ou 16 compassos há uma virada, remoção ou adição de efeito ou instrumentos que servem como ponto de referencia para mixagem.


Por veemência, pensemos que estamos à frente de dois toca-discos e uma mesa de mistura (mixer) e está tocando uma música e queremos colocar outra.

1. Selecione o disco da nova música, despoje-o e coloque-o no prato do toca-discos, selecione a música colocando a agulha próximo ao começo da faixa.

2. Através do fone de ouvido proveniente do mixer, escute a música que você vai tocar (apenas você estará escutando, essa e uma das funções do mixer) e ache o ponto inicial dela. Na maioria das vezes o primeiro som é um bumbo, o que facilita a marcação; marcar ou CUE nada mais é que manter o vinil parado neste ponto com seus dedos sobre o vinil, geralmente com o dedo mínimo, anelar e médio (no CDJ isso seria a mesma coisa que pressionar o botão CUE, ele memoriza o ponto).

3. Escute a música que está tocando e, quando houver uma virada na música (em geral na virada de quatro ou oito compassos), libere o vinilo que estava segurando com a prévia marcação do bumbo (no CDJ basta precionar play, não existe atraso no play do CDJ como nos CD players convencionais, e se você errar basta apertar CUE que ele volta pra marcação enquanto no vinil é preciso repetir o segundo procedimento).

4. Case a velocidade da música que você está colocando com a que está tocando, sincroniza as duas músicas no mesmo BPM (Batidas Por Minuto). Use a barra do pitch; no toca-discos ela vai de +8 a -8 e no CDJ de +10 a -10 com uma vantagem de não alterar o tom da música. Você deve usar o dedo indicador e médio para adiantar ou atrasar o prato do toca-discos, e assim sincronizar as duas músicas, sempre atualizando a barra de pitch até que não seja mais necessários ajustes com dedo (no CDJ basta girar o Jog Dial para esquerda(-) ou direita(+), mas sempre atualizando a barra de pitch).

5. Ache uma virada no compasso apropriado próximo ao final da música que está tocando, libere o dedo ou precione o play. Use o cross-fade na mesa de mistura (mixer) para fazer a passagem de uma música para outra.


Compare esse processo como o de fazer um pão: você mexe fisicamente com ingredientes, com o calor do forno ideal e com o tempo certo de tirá-lo de lá. Você já teve ter visto vendendo no Polishop uma panificadora, nela, basta colocar os ingredientes, apertar dois botões e esperar. Nos dois casos o pão pode ficar muito bom ou uma merda. Talvez a praticidade do Traktor crie novas formas de mixagem. Ao invés de mixar duas músicas, o Dj vai estar mixando oito, criando algo novo na frente da pista. Se o Dj for mixar apenas duas músicas no Traktor vai ter tempo de sobra, pois não precisa meter a mão na massa tendo tempo de ver o pão crescer.


A mixagem com vinil exige certas habilidades e concentração, é como ficar vendo o artesão escrever teu nome no grão de arroz. É bonito, é monogâmico, é cultural, é ultrapassado, é para poucos e vai continuar sendo. Existem formas baratas e caríssimas de ser Dj, a mais barata e acessível é usando CD de áudio, pois os aparelhos que lêem apenas CD de áudio estão ultrapassados. No mesmo pé estão os que lêem CD de MP3 e os toca-discos, muitas vezes a agulha é metade do preço do toca-discos. Lembrando que são sempre dois toca-discos ou dois CDJs, sem contar o mixer e um bom fone de ouvido. Para aproveitar o máximo do programa Traktor é preciso um maquinário que chega a custar o preço de um carro mil zero. Quem possui esse tipo de equipamento são os grandes Djs, muitas vezes cobaias dessas empresas, que tendem a virar garoto propaganda defendendo bandeiras como a do Traktor. Será que o Dj não vai mais precisar colocar os dedos no vinil pra mixar?